sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Que fase!

Poeta que sou, que fase!
Justificando meus erros em rimas,
Romantizado o profano em versos,
Fugindo da vida em prosa.

Poeta que sou, que fase!
Preso em mim mesmo, que sou muito.
Pouco em mim mesmo, quero lá fora.
Fora do quê? Já nem sei mais o que quero.
Sou fora de eixo, fora de moda, fora de mim.

Poeta que sou, que fase!
Sou tudo de bem, está tudo legal,
Não tenho além, me sinto normal.

É pouco, muito pouco o que eu posso
Porém, não há poder que eu consiga ter,
Não há poder que eu possa ter,
Não há posse, não há passe, impasse.

Não há nada,
Não é nada,
Tô bem!

Só eu,
Poeta,
Que fase!

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