quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ultimamente

"Eu tô trancando meio morto, meio vivo num lugar que não é meu
Feito um maluco esperando o paraíso que Deus prometeu.
As vezes chove, as vezes racho o crânio com o calor que faz aqui,
E o mais estranho é sendo o mundo tão grande, eu não ter pr'onde ir"
Daniel Gonzaga - Poeira



Tem dias que são tão frios quanto a noite

Que me cubro de esperanças tolas
E apago a luz da minha realidade pobre.

Existem horas que são tão longas quanto o ano,
Que me perco em seus dias, que são segundos,
E que, segundo a lógica irracional da vida, vão embora.

E cada segundo desse, que perco me escondendo de quem eu sou,
É um segundo que não acho num futuro perto que está por vir,
E por esperar tanto esse futuro que não chega
Sigo vivendo, meio morto, meio triste, meio vazio
No espaço que o hoje me consente.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Hoje

"Hoje eu já não sei do meu caminho,
Eu não sei o que quero.
Hoje sei que desespero
Quando estou sozinho."
Caminho - Daniel Gonzada


Hoje eu só queria estar num canto.

No teu canto, num canto calado,
Num canto parado, num canto fechado.

Queria só sentir o afago dos teus dedos
Por entre meus dedos,
Sentir o teu cheiro se derramando sobre mim.
E sentir a preguiça das horas, que se arrastam.
Sem ter medo algum de que você vá embora
De que tudo acabe.

Hoje eu queria estar deitado
Tão junto, ao teu lado,
Tão silêncioso e tão inerte.

E a escuridão acalmaria meus medos
E a tua voz a dizer meu nome despertaria meus sonhos
E o calor do teu hálito me protegeria do frio dos meus atos.

Hoje eu só queria o nada,
O silêncio, a hora passando,
O sol caindo, a lua subindo,
O momento estático,
Nossos corpos parados,
Nossas vozes caladas,
E nossas vidas seguindo,
Juntas, unidas e únicas.