terça-feira, 25 de novembro de 2008

Quem é que pode?

"Stop this train, I wanna get off and go home again"
John Mayer - Stop This Train


E quem apertará o gatilho da arma apontada para a cabeça do próximo?

Quem vai ser aquele que vai poder acusar, sem parcimônia, o outro?

Quem vai ter a moral, de dizer que estamos errados?

Nesta brincadeira de hipocrisia, estamos todos armados com nossas armas carregadas de acusações, e apontada para o rosto do cara aí do lado.

Mas ninguém atira, ninguém dispara.

O colete da hombridade e dos valores reais, como a amizade, o amor, a verdade, etc... foi jogado de lado...

Estamos todos nús, apontando, e sendo apontados.

Mas, ninguém dispara...

Mas, ninguém diz pára...

Ninguém disparará...


Ninguém diz parará um dia sequer, um instante...

Ninguém, nem eu!

[sem título 1]

Falta vida em nosso tempo.

Horas passam tão vazias.

Dias longos atrevesso a passos curtos

Lembro o passado, penso o futuro.

O presente, é nulo, em branco.

Vazio de agora, parece-me o vazio de sempre.

Tempo vago, vago pelo tempo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O verdadeiro amor

A gente nunca esquece,
Nunca apaga, nunca deixa.
Por mais que os anos se passem,
Por mais que  camadas e camadas de histórias o soterrem,
O verdadeiro amor a gente nunca esquece.

A gente somente se destrai,
A vida destrai a gente.
E a gente se destrai com a vida.

O amor?
Está lá, sempre.
Pronto pra te pegar,
Quando você menos espera.

Segundo minha prima:

"tirando a sua forma exagerada
de considerar amor e poesia em tudo,
vc é tão canalha, quanto eu, nas outras coisas!"

sábado, 15 de novembro de 2008

Reflexões

Existem momentos que eu entendo as coisas tão bem,
Que acho que no fundo, no fundo, eu não estou entendo nada.

E existem outros momentos, em que eu entendo tão pouco,
Que tenho a certeza absoluta que eu já sei tudo o que está acontecendo...

"Quem é essa mulher"


Quem vai ser a próxima a me deixar de joelhos?

Que me fará sentir medo, tremer de nervoso, chorar de raiva?

Quem vai ser a próxima a me mostrar novas músicas?
Novos lugares, novas pessoas, novos sabores?

Quem vai ser a próxima a me embalar em teu colo?
A cantarolar as canções, a declamar meus poemas?

Quem haverá de ser a companheira, confidente?
A parceira, a esposa, a amante indecente?

Quem ouvirá minhas lamentações, meus conselhos?
Minha voz embriagada, meus sintomas mais faceiros?

Quem me mostrará as estrelas, no silêncio da noite?
Deitada em meu colo, encaixada em meu peito?

Quem vai ser essa mulher, essa garota, essa menina?
Quem trará a minha calma,
Mudará minha vida,
Cessará essa rotina?


Quem?

Quem?


Quem?

Ou...

Numa entediante madrugada de quinta-feira
Com a vida transbordando na rua
Me encontro encerrado num apartamento
Assistindo as horas da noite passarem em frente à tv.




Eu vou partir para o nada

Vou jogar a toalha
Vou tirar meu time de campo
Vou me embalar noutra balada
Vou me encerrar numa fornalha
Me esconder n'outro canto

ou

Eu vou mudar o discurso
Vou mudar o meu curso
Vou calar as palavras
Aprender outras línguas
Visitar novos mundos
Desenhar outras cores

ou

Vou me lançar no escuro
Me perder no caminho
Vou andar pela rua
Sem ter rota, ou destino
Vou traçar novas retas
Vou virar outras curvas

ou

Vou pensar mais um pouco
Rever meus conceitos
Desfazer conclusões
Bater no meu peito
Parar de ilusões
E dizer que te amo...

Campinas - 14/11/2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Tempo, Tempo, Tempo

Quanto tempo?
Pra vida?
Pra morte?
Pro amor?
Pro ódio?

Quanto tempo?
Resisto?
Desisto?
Cansado?
Calado?

Quanto tempo?
Eu levo?
Eu tomo?
Eu tenho?
Eu perco?

Quanto tempo?
Eu choro?
Eu rio?
Eu escuto?
Eu falo?

Quanto tempo?
Que falta?
Que resta?
Que sobra?
Que raiva!!!

domingo, 9 de novembro de 2008

Meus versos, meu caro?

Meus versos andam sambando pela vida
Andam bebendo pelas esquinas
Estão dormindo com as meninas
Vão seguindo a sua sina

Meus versos se perderam na alegria
Se embriagaram na orgia
Se lançaram em picardia
Não os vejos já faz dias

Se desgarraram de mim
Lançaram mão desse rapaz
Estão agora, mais para Jobim
Só querem saber de Amor em Paz

E eu?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Quanto

Quanto mais leio, mais menos os meus versos são
Quanto mais eu tento, mais pobres meus versos são
Quanto mais eu sei, mais pobres meus versos são
Quanto mais chuva, mais pobre fica meu verão

Quanto mais triste, mais belos meus versos ficam
Quanto mais burro, mais belos meus versos ficam
Quanto mais ruim, mais belos meus versos ficam
Quanto mais de mim, mais bela, filosofia vã

Quanto mais eu amo, mais amor tenho pra sofrer
Quanto mais eu choro, mais alegrias tenho pra doer
Quanto mais eu grito, mais silêncio tenho pra escutar
Quanto mais eu procuro, mais nada eu tenho pra achar

Quanto mais escrevo, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu canto, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu falo, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu ardo, mais tardes se anoitecem

Quanto mais parado, mais o mundo gira em meu redor
Quanto mais andado, mais o mundo pára ao meu clamor
Quanto mais se arrasta, mais o mundo teme o meu temor
Quanto mais eu mundo, mais o mundo muda, mais o mundo amor.