segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Conclusões

Minha fase é uma:
A vida.
Meu rumo é único:
A morte.
Minha dor é dela:
A sorte.
O tempo, se dura?
Ventura.
Meu peito se encerra:
Na guerra.
A mente, vazia:
De dia.
Coração, açoite:
De noite.

Se amo não sei.
Se corro não sei.
Se morro bem sei.
Amor, eu terei.

Disconexos

Palavras
só palavras
vã palavras
vastas

Poesia
são pequenas
tão amenas
são baladas

A vida
que aqui passa
só disfarça
o quanto doi

domingo, 28 de setembro de 2008

Vida Moleque...

O moleque cresceu no meio dos bambas,
nas rodas de samba,
nos terrero de umbanda,
numa lida profana,
que a morte engana.

Era temido e amado,
Do povo, e além deles.
Querido, e chutado.

O corpo fechado
Ficou respeitado.
E dos santos sagrados
Virou o guardado.

Porém, por ser má
A vida, engana.
E por causa da fama,
Ousou blasfemar.

Dos santos cativo,
O moleque atrevido
Não quis se abaixar.

Ergueu a cabeça,
Batendo no peito.
O moleque sem jeito,
Pensou que era rei.

Porém rei ele n'era.
Pois rei só é santo.
E o santo na fera,
Judia o infanto.

Moleque gritando.
Os santo grampeia.
Os berro, no'entanto,
de nada os arreia.

Moleque fugindo.
Subiu a escada.
Berrou lá de cima.
Mas não era nada.

Por fim não se sabe
O fim que se deu.

Se o pobre moleque
Morreu pela fera.
Ou se ficou pela terra,
Pensando que é deus.

Era um dia desses...

e no triste poente
de um sol num domingo.

refaço lembranças,
regresso ao passado.

revejo crianças,
num chão já cansado.

nas ruas por horas,
descança a paz.

brincando de bola
tristeza ali jaz.

velhos cansados da vida já ida
senhoras versando de suas comidas.

a brisa que é leve, e lenta que passa
disfarça que toca a face da terra.

que num grato gesto se curva e abre
em meu coração uma enorme cratera.

e no por do sol,
de um triste domingo.

lágrimas descem,
me sinto sorrindo.

Breve

E pra ser sucinto.
Não minto,
O que sinto,

E se disser que amo.
Engano.
nem gosto, nem quero, nem vou.

Mas pra ser sincero,
desminto...
e muito te quero,
(ainda) .
cuidado!
(ainda).

Auto-explicação

Meus poemas?
pequenos,
terrenos,
amenos,
sem cor.

São horas,
tardias,
vadias,
banhadas
na dor.

É fato
q'eu gasto,
debato,
e rebato,
o rancor.

É ânsia,
que sinto,
que quero,
que espero,
do amor.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

O Homem Bomba

E eles são como uma bomba
Que carrego em mim
Assutam, pois são instaveis.

Já fui bem aventurado com eles,
Mas também, já sofri demais por causa deles.

Já me negaram,
Já os negaram,
Já elogiaram,
E até disseram que era lindo.

Mas quem eu realmente queria,
Se esquiva, tem medo,
hesita.

Eu fico aqui,
Com todos eles
Calando,
Guardando,
Dopando,

Meus sentimentos,
Minha bomba.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Quanto tempo os sonhos aguentam, as torturas da realidade de uma vida?
O quão forte é um sonho?
Quão forte é a vida?
O que se faz mais premente, viver a vida, ou sonhar a vida?
E quando tudo acabar, quem vai me dizer dos meus sonhos?!
E ao final da vida, valeu a pena vivê-la?
Como posso tanger os dois, os sonhos e a vida?

Deus...!!!
O que eu faço com tudo isso?!?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Passando!!!

Passa dia
Passa feira
Passa noite
Passageira.

Passam horas,
E instantes
Passam ruas
Ambulantes.

Passam sonhos
E remorsos
Passo, penso
Penso, posso.

Passa amor!!!
Amor não passa
Passa dor!!!
Ela não passa.

A alegria
Quando volta?
A tristeza
Quando sai?

Pedaços

São pedaços de vida.
Dos quais eu me alimento.
São pedaços de amores.
Donde vem meu sofrimento.

São pedaços de lembranças,
Que ainda insistem e ser felizes.
São pedaços de ilusões,
Que se desfazem em seus matizes.

É a minha vida dividida em vãos momentos
São minhas alegrias, tão intesas, tão pequenas
É a minha tristeza, tão sutil, e insessante
É o meu dia-a-dia, tão somente, e apenas.

Esse é o meu mundo,
Minha lida, meu distino.
Ser só, é o meu caminho
Minha sina, eu sozinho.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Introdução... Para o post abaixo...

Esse mundinho de aparências, estilo e atitude
Tem me enchido o saco.
É tanta gente te olhando, te analisando, te julgando.
"Ai, como você é estranho!"
"Ai, como você tá bem!"

O cara passa, e logo comentam:
"Isso que é atitude, viu aquele cabelo?"

Velho, a atitude tá no cabelo agora?
Na roupa, na marca?
O que que o cara pensa?
Não importa?
Ah! Vai se catar...

Que mundinho...
O pior é que não tem como pular dessa nave...

Minha Atitude...

Eu não quero ter estilo.
Eu não quero ser estilo.
Não preciso parecer.
Sou, e pronto.

Meu estilo não transborda em minha roupa.
Não se enxerga em só me ver.
Meu estilo é bem mais do que se vê.

Você é o que você ouve.
Você é o que você veste.
Você é o que você faz.
Eu sou o que eu penso.

Não se achegue pela aparência.
Não atraio pela aparência.
Não escolho pela aparência.
Não baseio em aparência.

Sou assim, franzino, simples,
Bobo, chato, sem graça.
Sou assim, sem muito charme,
Sem muito "Q", sem muito nada.

É pra afastar,
É pra manter longe.
Não faço pose,
Não faço tipo.
Não me perfaço.

Se quiser me conhecer,
Descubra-me além do que se vê.
Caso contrário...
Vá procurar estilo.
(Em outro lugar)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nossas (Não) Vidas

"E as ilusões estão todas perdidas
Os meus sonhos foram todos vendidos
Tão barato que eu nem acredit
o"
Ideologia - Cazuza

O sonho vazio que me vendem,
É o vazio da vida de um ser que não existe.
É o seco dia-a-dia da uma história sem enredo.
É um destino já escrito, por quem não conhecemos.

A vida que eu sonho,
É o plano das cabeças numa sala.
É o desejo do dinheiro em um cofre.
É a marca das pessoas que me vendem.

A minha felicidade tem um preço.
E por tê-lo, é tão barata,
É tão inútil, é tão mesquinha.
A minha felicidade eu compro, não sinto.

O meu querer é o que eu não quero.
Desisti de ser, hoje sou o que eu quero.
Se quero ser, devo negar a mim mesmo.
Devo comprar o que sou, como sou, e quando sou.

Não me visto mais pra mim.
Aliás, nem me visto mais.
Ontem me vi na televisão.
Amanhã quero me ver como nos jornais.

Deixei também de pensar.
Pensando bem, pra quê?
Já me pensam, já me sabem,
E já me deram a resposta que eu não preciso.

Se bem que, eu preciso tanto daquilo que eu não quero.
Preciso demais daquilo que eu não tenho.
Preciso muito daquilo que eu nem sou
Preciso imensamente daquilo que eu nem sei

Quem sabe sou um pote cheio de nada?
Que a cada dia, me enchem de mais vazio.
E quanto mais vazio vão me enchendo.
Mais diferente eu sou. Por ser tão igual.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

E se...

E se tudo não passar de uma brincadeira?
Sejamos crianças.
E se tudo isso for loucura?
Sejamos loucos.
E se tudo estiver errado?
Somos errantes.
E se no final não der certo?
Pago pra ver.
E se eu não aguentar?
Eu te ajudo.
E se eu chorar?
As lágrimas enxugo.
E se eu não puder?
Insisto.
E se você não puder?
Eu mudo.
E se eu calar?
Eu falo.
E se eu falar?
Eu sonho.
E se eu te beijar?
Levito.
Se eu te abraçar?
Desfaço.
E se eu ficar tonta?
Eu rio.
E se eu dormir?
Te olho.
E se descobrirem?
Já sabem.
E se eu quiser casar?
Tô pronto.
E se não for praí?
Eu vou.
E se eu for praí?
Deliro.
Não é a hora.
Espero.
E se eu disser que não
...