sábado, 18 de setembro de 2010

Minha

O que me pergunto hoje em dia é o quanto de mim sou eu?
O quanto de mim é meu, e o quanto de mim pode ser alguém?

Nesses meses de frio, estive tão só comigo mesmo que não sei mais.
Não sei mais se quero, se devo, se posso ou se consigo me deixar.

Construí muros, portas com cadeados e grades
Para que ninguém entrasse e fizesse de novo o que já me fizeram
Hoje é tão difícil sair daqui de dentro de mim mesmo.

Me envolvi com minhas músicas, com meus medos,
Com minhas ânsias, com meus pensamentos,
Minha (pouca) poesia. Me envolvi comigo mesmo,
E já não sei se consigo me deixar envolver.

Não sei se por medo, ou por costumo
Se por moda, ou por feição.
Hoje sou de mim mesmo.
Amanhã? Não sei não!