sexta-feira, 22 de maio de 2009

Só um desejo

Ah! O brilho dos teus olhos que tanto vejo
Que me olham, e me sorriem depois do beijo
São luzes perdidas no fundo do meu eu
São tristes acenos da amada ao Corifeu

Ah! Essas horas, tantas horas e tão poucas
Que são dias, que são tardes, que são loucas.
Se pelo menos eu lhe prendesse um segundo
Irias sentir tanto amor, um amor maior que o mundo

Nos teus lábios onde encerram tanta paz
Está um porto tão torrente, tão perfeito e tão fulgaz.
E o segundo perdido, entre gestos e carinhos
É o segundo sem uma volta, sem um fim, sem um caminho.

E se tu soubesses o calor da tua pele
Não negavas do teu beijo o sabor que ele expele
E se soubesse o que a tocar-te sinto eu
Me enchias de abraços e jamais diria adeus

Em cada uma que passa eu vejo o teu rosto
Sinto o seu cheiro, e sinto o teu gosto.
Mas nenhuma delas é você
E nenhuma outra há de ser.

Só te peço, não te prendas, que te deixes,
E que sinta o que tiveres que sentir
E as portas da tua vida não me feche
Pois em tí é o meu desejo, todo em mim.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Acostuma-te coração

Acostuma-te coração
Pois é só desse pouco
Que irás viver.

Terás pouco amor,
Pouco carinho,
Poucas alegrias,
Poucos motivos para seres feliz.

Acostuma-te coração
Pois isso será a tua vida

A vida não será do jeito que quer.
Não terás os amores que quereres.
Não serás amado como quereres.

Viverás a mingua de um amor que não existe
E o verá sempre passar pela tua frente,
Tocará algumas vezes, o amor desejado,
Mas lhe doerá a pele, lhe arderá a fronte.
E perderás a chance, ser perderás no instante.

O amor lhe será sempre assim,
Como a onda que bate no mar,
Como o brisa quente a soprar
Como ela, que não está em mim.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

D'onde vem meu gostar

É pela palavra que jamais lhe ouvirei dizer,
É pelo toque que jamais sentirei da tua mão,
É pelas lágrimas que não verei escorrer dos teus olhos por mim,
É pela calma que não sentirei ao estar do teu lado, nunca.

É pelo olhar cheio de ternura, que nunca me dirigirás,
É pelo beijo sedento de amor e lascívia que jamais sorverei de ti,
Pela carta que não escreverás, pela música que jamais será nossa,
Pela manhã que verei amanhecer sozinho,
Pelas noites que padecerei a sua espera.

É pelas coisas de ti, que não são minhas,e sei que não serão.
É pelo cuidado e a segurança que você não me dará.
É pelo convívio besta, a toa, sem assunto, sem palavras que não iremos ter,
É pelos filmes que não assistiremos,
Pelos lugares que não conheceremos juntos,

Pelos nomes dos filhos que não teremos,
Pela alegria que não sentirei,

Pelo amor que jamais sugarei de teus poros.
É da entrega tua, que não será pra mim


Que o meu gostar se nutre,
Das coisas que não são,
E, tristemente, não irão ser.

"Minha solidão é o meu cigarro"

O amor me consome com a mesma intensidade que consumo os meus cigarros.
E eu, assim como o cigarro, vou me consumindo calado, silencioso e lentamente.

Só eu sei o que se passa aqui dentro, só eu posso sentir.
Só eu, e meus cigarros.

domingo, 3 de maio de 2009

Não sei

Realmente está ficando chato.
Ultimamente não tem dado tempo nem para começar.

O que será que está havendo?!
Comigo, com elas, com a vida?!

O que acontece?
É tudo tanto e tão intenso.
Mas logo acaba.
Não chego a sentir o gosto da calma de amar,
Se é que ela existe de fato.

Tem sido somente medo,
E o sentimento do fim premente.

Quantas lágrimas, quantos fins,
Tanta tristeza, tantos planos.

Tudo em vão, tudo para nada.
Não sei até quando aguento,
E começo a indagar
se devo, de fato,
aguentar...