segunda-feira, 30 de junho de 2008

O encontro com um herói...

“Esperando, talvez por mim…
As flores que não plantei serão plantadas, ainda,
para que outros vejam flores nessa caminhada infinda”

Estanislau Fragoso Batista



Durante esse meu processo de conhecer um pouco mais do mundo e das coisas assim como elas são. Que começou na minha primeira faculdade, de hotelaria, nas aulas de filosofia. Passei, desde então, a procurar algum herói para que eu pudesse me aprofundar, e quem sabe me espelhar e me inpirar em sua vida, obra ou seja lá o que ele tivesse feito.

A partir daí, conheci muitos do que hoje são meus ídolos, como por exemplo: Henfil, Vinicius, Jobim, João Gilberto, Lamarca, Antônio Conselheiro, Zumbi dos Palmares, Lamarca e tantos outros, que foram importantes em sua obra, ou história de vida.

Mas ainda havia um vazio. Eram seres distantes, "certos alguéns", intangíveis... de um lugar remoto, de um tempo remoto.

Conheci um homem, hoje, que jamais havia visto outrora...
Um senhor, diga-se de passagem, de vida mansa...
Mas que ao contar sua história de vida,
Me tocou de tal forma, via em seus olhos, a vivacidade de um jovem de 20 e poucos anos...
Percebia em sua voz, uma imponência de tempos atrás, de onde saiam palavras, que de alguma forma, mudaram a história de uns do momentos mais tensos de nossa história.

Um nordestino, nascido em Teixeira na Paraíba, criado na roça do sertão. O pai, para tirar os sete filhos da fome, pôs cada um em em seminário, e o homem, cujo vos falo foi para o Salesiano de Jaboatão.


O homem que lhes falo, não seguiu a "carreira religiosa" e ingressou na Aeronáutica, quando formou-se em Direito (na Faculdade Federal de Direito do Recife), e foi telegrafista de vôo. Em 1964 foi expulso e preso, pelo regime militar que assolou o país naquela época, pela publicação de um livro chamado Entre a Noite e o Dia, que versa sobre a formação do militar naquela época.

E é daí, que pretendo postar, conforme me aprofundo em sua história, um pouco da vida e da luta de um retirante nordestino e de sua esposa que durante os anos de chumbo sofreram juntos, porém separados, e que ainda hoje, passado os 80 anos de idade, enchem os olhos de lágrimas e embargam a voz ao contar os fatos, que marcariam as suas vidas, e de seus familiares para sempre.

domingo, 29 de junho de 2008

Uma música inspirada em um poema meu.

Sem nome

Bem mais do que fui,
Bem mais além do sou.
O tempo, as cartas na mesa
Retratam um tempo de dor.
Nas madrugadas perdidas,
Trocava meu sono por teu amor.
Tendo a esperança, enfim, de tê-la.

De tê-la como meu amor,
Tratá-la como uma flor,
De tê-la como um bem maior que as estrelas.

Que foram como a nossa história,
Brillhantes que deram poema,
Na terra do Redentor... pequena.

Beijar-te foi tanger um sonho de amor,
Dos quais não se quer acordar ao menos uma vez.
Nas madrugadas perdidas, a tua presença eu quero sentir,
Sinto, mas, infelizmente não aqui.




Música e letra de Chico Florindo
Baseado em poema de minha autoria

para um poeta, amigo meu...

Nossos web papos, poemas são...
Nossos sentimentos transbordam o coração
De uma cerveja, um bilhar e um cigarro, não ouço não...
O que mais pode rimar contigo... a não ser: IRMÃO... !!!

Outro poeminha bobo...

(Carnaval)

Bocas lascivas se lançarão em busca de lábios aflitos,
Tornando profano o desejo casto.
Olhos famintos atirarão olhares como flechas,
Em busca de um novo grande amor,
A ser esquecido na quarta de cinzas.
Mãos percorrerão corpos, afagarão cabelos, segurarão copos,
E se perderam na volúpia de foliões qualquer, ilustres fantasias.

E na sede dessas noites, muitos morrerão,
E quem sabe muitos nascerão em novembro.
Mentes insanas, ébrias, guiando corpos promíscuos,
Lançando-se ensandecidos a procura de um simples momento,
Um simples gozo, uma simples aventura.

As cores hipnotizarão as pessoas, que trocarão o não, pelo sim
O som ensurdecerá os ouvidos, e não haverá mais diálogo
O idioma que reinará será o do corpo, no embalo do rítmo alucinante.
As fantasias confundirão os olhos, não haverá beleza, nem feiúra.
O calor engolirá a razão, e o corpo do outro será mais fresco que o ambiente.
E no corpo alheio, nos refrescaremos; nele, nos afogaremos; nele, nos
perderemos.

Ao raiar do dia, rostos exaustos ainda insistirão na busca por prazer
E a mistura do cansaço, do sono e da embriaguez
Tornará os últimos foliões prezas fáceis para os insatisfeitos.
E por fim, aos primeiros sinais de lucidez da quarta-feira
A sede cessará, junto com a aflição, e a busca tornar-se-á em vão
A insanidade, e a promiscuidade, irão virar histórias a serem contadas,
No dia-a-dia de nossas vidas pacatas, e voltaremos a esperar esses quatro
dias
Onde todos são de todos, e ninguém é de ninguém.

sábado, 28 de junho de 2008

Bobinha

Do amor que sentir a calma,
Das belas aves a voar no céu,
Sentir a chama que ‘calenta a’lma,
Sorver da boca o profano mel.

Quero sentir-te tão somente e pura.
Teu seio rijo encostado ao meu,
E me perder em to’a sua ternura,
E te guiar quando estiver no breu.

Quero amar amor mais profundo,
E me apaixonar a qualquer instante.
Admirar-te com’adimiro o mundo,
E te amar com’um eterno amante.

Vou desvendar todos teus mistérios,
E me enternecer a cada descoberta.
Podes entrar, a minha casa aberta,
Não lhe conheço, só sei que lhe quero.