terça-feira, 13 de abril de 2010

De minha loucura

E se disser que talvez seja
Algo assim, que se deseja.
Ou, quem sabe, nunca esteja.
Apenas sinta, ouça e veja.


Outros tantos sairão.
Uns a tôa, uns em vão.
E quem sabe arguirão
Em busca do sim,
Ao encontro do não.


Poucas bocas loucas
Num sonar sombrio
Acendem acessa e a chama queima
Apagam a marca à tapa, a chama acaba
Tristes trastes contrastantes travos


Largue a vida, viva e morra
Antes ame alguém que clame
A carne, a chaga, a centelha,
Uma cela com'ma telha.


Não hesites do que sintas,
Não temeis a falha incerta.
Certamente entreaberta
A verdeda esteja pra que mintas.


Se partires não treslouque,
Siga em frente a sua ida,
Não retornes caso alguma
Falta haja na guarida.


Louco teimo, eu insano
A versar-te estes versos
Sou tampouco muito humano
Sofro quieto meus excessos.


Saca a folha desse livro
Rasga e vira a sua página

lento,
lerdo,
lenço,
livre,
louvo,
lavo,
lindo,
choro.


E tenho o dito!