terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Só rima

Minha rima é porca
Assim como meu desejo imundo

E a tristeza sufoca
Assim como de fome o mundo

Minha roupa é torta
Assim como o curso do rio

E por de trás da porta
Não há mais nada além de estio.

O silêncio das coisas

As coisas do silêncio
Que nascem e que morrem
QUe viram e que crescem
Desfazem-se em sonhos,
e em dias padecem.

O silêncio da morte
Que nasce do medo
O silêncio da sorte
Que começa no beijo

O silêncio do choro,
Que escorre na lágrima
O silêncio da música
Que vira uma página.

A luz da aurora
Que nasce da noite,
E o quente do sol
Que morre na tarde

No silêncio da alma
No nó em meu peito
Minha vida declara
Em silêncio o seu jeito

domingo, 17 de janeiro de 2010

A mente cheia de versos
E a noite cheia da lua.
Em pensamentos tão dispersos
Me vem a sua imagem nua.

Num corpo tão perfeito,
Numa noite tão escura,
Minha mão em teu peito,
E meu ouvido tu sussurras.

As horas vão passando
E a noite vira dia.
Te sinto me abraçando,
E eu te beijo a boca fria.

Outro dia recomeça.
Novamente vou embora.
Te espero que me peça.
Se me chamas, vou agora.