Escrevo pra audiência pouca
Meu berros de desespero
Por vezes a minha voz rouca
Em versos se faz aguaceiro
Mas a chuva que outrora forte
Agora se faz amena
As dores de quase morte
Agora me são pequenas
Sinto a vida em mim sorrindo
De um jeto que nunca vi
Me sinto como bem vindo
Por caminhos d'onde fuji
Sorvo a paz que vem lentamente
Pra que sempre ela me aqueça
Da flor da alegria a semente
Cultivo, pra que ela floresça.
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