sexta-feira, 24 de abril de 2009

O que sinto...

Ah! O brilho dos teus olhos que tanto vejo,
Que me olham e me sorriem depois do beijo,
São luzes perdidas no fundo do meu eu,
São tristes acenos da amada ao Corifeu.

Ah! Essas horas, tantas horas e tão poucas;
Que são dias, que são tardes, que são loucas.
Se eu pelo menos prendesse-lhe um segundo,
Irias sentir um amor maior que o mundo.

Nos teus lábios onde encerram tanta paz,
Está um porto tão torrente, tão perfeito e tão fulgaz.
É o segundo perdido, entre gestos e carinhos.
É o segundo sem uma volta, sem um fim, sem um caminho.

E se tu soubesses do calor da tua pele,
Não negavas do teu beijo o sabor que ele expele.
E se soubesse o que a te tocar sinto eu,
Me encherias de abraços e jamais dirias Adeus.

Só te peço: não te prendas, que te deixes,
E que sinta o que tiveres que sentir.
E as portas da tua vida não me feches,
Pois em ti é o meu desejo, todo em mim.

2 comentários:

Aglio disse...

Olha eu gostei.

Lembrou algo do tipo quadrilha ou declarações infantis (entenda como elogio) no alto de sua intensidade!

;)

Aglio disse...

opaaaa

agora sim em =p