sexta-feira, 24 de abril de 2009

O que eu quero

O que eu quero não está longe,
Nem tampouco distante do meu eu.
O que eu quero não é plano,
Não é dúvida, nem talvez.
O meu querer não planeja,
Não almeja,
não deseja.

O meu querer, é num momento bem maior
É num momento bem melhor. É mais verdade.
O meu querer, não vai ser e nem será.
O meu querer, não tem tempo,
Não tem quando, não tem data.

O que eu quero é o agora,
São as coisas lá fora,
Que acontecem em sua hora,
Que acontecem e são.

O que eu quero é o que eu sinto,
É o que eu digo, e o que eu sou.
Não quero mais do que o instante,
Que estou passando,
Que estou pensando,
Que estou querendo.

Quero aquilo que eu tenho,
E quero tê-lo assim,
na hora e em mim.
Quero sentir a vida hoje
Passando boa ou ruim.

Quero sentir as horas
Que são minhas,
E que depois não mais serão.

Quero sentir o que eu consigo,
O que eu conquisto,
No momento em que isso é meu.

O amanhã?
Do amanhã eu não quero saber,
Não preciso saber,
E não gosto de saber.

O amanhã já passou,
O ontem talvez seja,
Mas o hoje é meu.
O agora em que sou.

Um comentário:

Lina. disse...

O amor nos remete a isso, não é, meu caro?

Queimar toda a vida (de agora) num facho só...

É... Quer um fósforo?

Abraços saudosos, desse preto que lhe ama!