Eu chego a sentir nela
Aquela calma dos amores que doem,
Aquele desejo dos amores que findam,
Aquele medo dos amores que são bons,
O amor que se prepara para ruir,
A dor que se alegra em ser, depois do fim,
O nada que resta de um gostar incessante,
Um alto teor de verdade,
Um certo "quê" de desejo,
Um jeitinho de menina,
Um gosto de sofrimento.
Existem verdade em teus olhos
Que são profundos e escuros.
Mas, que brilham ao rir
E dizem direto ao coração
Aquilo que os lábios jamais diriam.
Eu vejo nela aquilo que falta no mundo,
Um ar de alegria triste,
Aquela saudade, que se sente ainda junto,
A medida certa da dor e do prazer.
Ela é a noite na vida dos amantes
Ela é a música para aqueles que sofrem
Que me desperta meus medos infantes
Enquanto mil beijos meus lábios te sorvem.
Um comentário:
És do amor, nego!
Abraços saudosos!
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