Minha esquerda é na direção das horas
Que me apontam o som das canções (que jamais farei)
E dedilham em meu cérebro os versos
De minha rotina.
O meu norte, direciona a minha vida
Para a direção dos ventos.
Que uivam doces sonatas,
Das pobres cores já envelhecidas.
A bombordo, vocês enxergam um coração
Cheio de lágrimas derramadas
Pelos caminhos percorridos nas noites
Altas e ensurdecedoras de silêncios lunares.
E no centro, vejo o corpo encolhido
No lado desse nada que preenche
A parte de cima que transborda triste
A felicidade que um dia quis pra mim.
Como podem ver, minhas direções são tão claras
Como as noites de lua nova, num campo distante.
São definidas como o tênue limite do amor e ódio
E são fracas, como os montes mais altos
Que nunca quebram
Nem nunca vão descer.
É por isso, que me encontro em cada curva.
E me perco em cada reta.
Vago tanto pela vida
Sem ter rumo, ou via certa.
2 comentários:
Boníssimo Fe!
" me encontro em cada curva.
E me perco em cada reta"
Maravilha, qd crescer serei como vc
=)
Fala meu querido,
Depois de nossa conversa, decidi voltar...
Meu link novo é: www.numcafepequeno.blogspot.com
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