Profusão de erros
Consecução de falhas
Vida errante,vou seguindo
Sem eira nem beira
As vezes choro de doer a alma
E as vezes gozo de sarar a dor
Afogo-me em corpos, seios, beijos
Faço amar e doer a dor de não me ter
Pois não me tenho, nem sei de quem sou
Me procuro em lugares, pois não me acho em mim
A vida vai desabando, o mundo está se armando
A verdade é tão confusa quanto a mentira
Na realidade, o que há é indevido.
Sigo sem rumo, com medo da dor
Medo de ser só, e só sendo eu e o medo
Numa encruzilhada de mim mesmo
Uma oferenda para um deus que eu não acredito.
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