Ah! O brilho dos teus olhos que tanto vejo
Que me olham, e me sorriem depois do beijo
São luzes perdidas no fundo do meu euSão tristes acenos da amada ao Corifeu
Que são dias, que são tardes, que são loucas.
Se pelo menos eu lhe prendesse um segundo
Irias sentir tanto amor, um amor maior que o mundo
Está um porto tão torrente, tão perfeito e tão fulgaz.
E o segundo perdido, entre gestos e carinhos
É o segundo sem uma volta, sem um fim, sem um caminho.
Não negavas do teu beijo o sabor que ele expele
E se soubesse o que a tocar-te sinto eu
Me enchias de abraços e jamais diria adeus
Sinto o seu cheiro, e sinto o teu gosto.
Mas nenhuma delas é você
E nenhuma outra há de ser.
E que sinta o que tiveres que sentir
E as portas da tua vida não me feche
Pois em tí é o meu desejo, todo em mim.
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