segunda-feira, 4 de maio de 2009

D'onde vem meu gostar

É pela palavra que jamais lhe ouvirei dizer,
É pelo toque que jamais sentirei da tua mão,
É pelas lágrimas que não verei escorrer dos teus olhos por mim,
É pela calma que não sentirei ao estar do teu lado, nunca.

É pelo olhar cheio de ternura, que nunca me dirigirás,
É pelo beijo sedento de amor e lascívia que jamais sorverei de ti,
Pela carta que não escreverás, pela música que jamais será nossa,
Pela manhã que verei amanhecer sozinho,
Pelas noites que padecerei a sua espera.

É pelas coisas de ti, que não são minhas,e sei que não serão.
É pelo cuidado e a segurança que você não me dará.
É pelo convívio besta, a toa, sem assunto, sem palavras que não iremos ter,
É pelos filmes que não assistiremos,
Pelos lugares que não conheceremos juntos,

Pelos nomes dos filhos que não teremos,
Pela alegria que não sentirei,

Pelo amor que jamais sugarei de teus poros.
É da entrega tua, que não será pra mim


Que o meu gostar se nutre,
Das coisas que não são,
E, tristemente, não irão ser.

2 comentários:

Aglio disse...

Até que ponto é certo gostar do impossível?


Gostei MUITO!

Também te adoro, mermão!

Grande abraço

Lina. disse...

"Lá vou eu de novo, como um tolo"

Lindas palavras!

O nosso coração é movido a sofrimento...rs

Abraço desse preto que lhe ama!