domingo, 29 de março de 2009

Elegia dos Poucos Anos da Mulher Amada

E sorvo, desses lábios, a juventude perdida nos idos tempos,
Os contornos das curvas,
Mais os detalhes do corpo
Me levam por caminhos de sonhos antigos,
Desejos meninos, amores em vão.

Ah! Quanto desejo se encerra nesse corpo tão pequeno!

Pesado fardo da mulher querida,
Que carrega, em teu âmago, o desejo e a volúpia
De tantos eus, de tantos vocês.

Oh! Se ela soubesse que não é de atos que meu prazer se nutre,
E, sim, da beleza simples dos movimentos simples.
Palidez virgem de teus inexplorados caminhos...
Anseios, ânsias e aspirações de menina nova!


Não quero sugar de ti esse frescor dos poucos anos de vida.
Não quero envolver-te nos malditos afãs dos homens de carne.

És bela e pura,
E, por somente isso, desperta-me tanto desejo!
E, por somente isso, desperta-me tanto medo!
E, por isso, tão somente, é que te envolvo
Nas tramas de meu engano ledo!

3 comentários:

Lina. disse...

Eis o fado do poeta:

os amores juvenis;
as canções do amor demais;
os amigos dos becos cariocas;
a cama;
o violão;
o cigarro;

a vida!

Salve, poetinha!

Rhayani Paschoalim disse...

gosteii ;)

Jaqueline Fernandes de Barros disse...

Feee...
vc quem escreveu?
Put´s se for! Parabéns!
Detonouuu...
Amei
=D
beijos