Quanto mais leio, mais menos os meus versos são
Quanto mais eu tento, mais pobres meus versos são
Quanto mais eu sei, mais pobres meus versos são
Quanto mais chuva, mais pobre fica meu verão
Quanto mais triste, mais belos meus versos ficam
Quanto mais burro, mais belos meus versos ficam
Quanto mais ruim, mais belos meus versos ficam
Quanto mais de mim, mais bela, filosofia vã
Quanto mais eu amo, mais amor tenho pra sofrer
Quanto mais eu choro, mais alegrias tenho pra doer
Quanto mais eu grito, mais silêncio tenho pra escutar
Quanto mais eu procuro, mais nada eu tenho pra achar
Quanto mais escrevo, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu canto, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu falo, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu ardo, mais tardes se anoitecem
Quanto mais parado, mais o mundo gira em meu redor
Quanto mais andado, mais o mundo pára ao meu clamor
Quanto mais se arrasta, mais o mundo teme o meu temor
Quanto mais eu mundo, mais o mundo muda, mais o mundo amor.
3 comentários:
"Aceitação", poetinha.
Aceitação!
Pois, sempre haverá por aí alguém melhor do que nós naquelas aptidões que julgamos desempenhar tão bem.
É fato!
O que muda é a individualidade: o que você pensa, o que você faz, o que você fala, o que você sabe; O QUE VOCÊ É!
Remédio para o seu tédio: INDIVIDUALIDADE ARTÍSTICA!!!
Abraço!
Boa tarde flor!
Muito obrigada pela visita e comentário.
Poxa, gostei da sua postagem. Você trabalha bem o jogo de palavras, em especial este tracho:
"Quanto mais eu falo, mais versos me desaparecem
Quanto mais eu ardo, mais tardes se anoitecem"
Bonito!
Bjoks!
http://garotapendurada.blogspot.com/
Pretim?!
A Poesia lhe abandonou?
Por onde andam os seus versos?
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