sábado, 19 de julho de 2008

Cálido Adeus

Meu amor, mais do que tí sou eu
Pois somado a mim,
Há um coração que é só teu
E por ter você dentro dele,
Mesmo sabendo que não pode
Ele se enche de alegria, tristeza e dor.
Por fim, explode.
Escrito por F.F.F. em 28/01/2005




Naquele dia a noite veio escura,
Silênciosa e triste.
Sem mais, a lua subiu ao céu,
Mas era pequena, fraca e fria.
As estrelas não mais trilintavam,
Seu brilho era formal, não mais que isso.

O frio veio também. Há tempos não se via,
Noite tão vazia, tão murcha e tardia.
O silêncio emanava um som abafado.
Senti o gosto amargo dos teus lábios.

Senti que não me desejavas mais,
Senti o protocolo dos teus gestos,
Senti a indiferença dos teus gemidos,
Até o gozo foi alheio, pertubado me deixando.

Lhe afaguei o rosto, senti a temperatura do desprezo,
Tentei falar-te mas minha boca teve medo,
Senti então que era ali, naquele momento.
Não à tinha mais, talvez jamais à tivesse tido outrora.
Na certeza de jamais tê-la de novo, parti sem olhar,
Sem lhe dar o último adeus, sem lhe deixar o derradeiro beijo.
Escrito em 19/04/2008

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