Bocas lascivas se lançarão em busca de lábios aflitos,
Tornando profano o desejo casto.
Olhos famintos atirarão olhares como flechas,
Em busca de um novo grande amor,
A ser esquecido na quarta de cinzas.
Mãos percorrerão corpos, afagarão cabelos, segurarão copos,
E se perderam na volúpia de foliões qualquer, ilustres fantasias.
E na sede dessas noites, muitos morrerão,
E quem sabe muitos nascerão em novembro.
Mentes insanas, ébrias, guiando corpos promíscuos,
Lançando-se ensandecidos a procura de um simples momento,
Um simples gozo, uma simples aventura.
As cores hipnotizarão as pessoas, que trocarão o não, pelo sim
O som ensurdecerá os ouvidos, e não haverá mais diálogo
O idioma que reinará será o do corpo, no embalo do rítmo alucinante.
As fantasias confundirão os olhos, não haverá beleza, nem feiúra.
O calor engolirá a razão, e o corpo do outro será mais fresco que o ambiente.
E no corpo alheio, nos refrescaremos; nele, nos afogaremos; nele, nos
perderemos.
Ao raiar do dia, rostos exaustos ainda insistirão na busca por prazer
E a mistura do cansaço, do sono e da embriaguez
Tornará os últimos foliões prezas fáceis para os insatisfeitos.
E por fim, aos primeiros sinais de lucidez da quarta-feira
A sede cessará, junto com a aflição, e a busca tornar-se-á em vão
A insanidade, e a promiscuidade, irão virar histórias a serem contadas,
No dia-a-dia de nossas vidas pacatas, e voltaremos a esperar esses quatro
dias
Onde todos são de todos, e ninguém é de ninguém.
Um comentário:
Onde estavas nesse carnaval?
Tenho tanto orgulho por ter um primo poeta!!!
Espero q tenha se referido a versos pobres,naum pelo valor da poesia e sim por naum ter rimas ricas e naum se enquadrar em estilos ou escolas...Enfim,acho seus peomas/poesias mt ricas,riquissimas!!!
Por favos,coloque o das lagrimas...
Bjusssssss
Sou sua fã...
=)
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