O erro foi o primeiro beijo dado.
E eu, sabendo, já havia avisado.
Pois já previa os caminhos do meu desejo,
Já pressentia o eterno sabor da lembrança.
O primeiro passo, derradeiro de todo fim,
A sempre doce memória do seu toque ardendo em mim,
Os labios tenros que tangeram os meus,
O lindo riso e os cabelos seus.
O erro, qual me recordo agora,
Não traz a paz, que já tive outrora.
Nem a vontade, que não vai embora.
Só o teu jeito, já me enamora.
Por isso busco saciar em vão
Esse querer, essa vontade louca.
E nessa, insisto feito um pagão
Sorver o seu corpo ou, quem sabe, a boca.
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