Vivo no limite de minha sanidade,
No limite, entre o sim e o não.
Entre a noite e o dia,
Entre o cansaço e a disposição.
Vivo no limite de minha lucidez.
No limite do aceitável,
Do inegável, do improvável,
No limite da minha solidão.
Vivo no limite da noite,
Entre o choro e o riso,
Entre silêncio e o grito,
Entre o afago e o açoite.
Vivo no limite de todos os meus limites.
Na linha tênue das minhas opniões,
Bradando o não, pensando no sim,
Querendo o sim, contando com o não.
No limite das horas,
Entrando mais tarde,
Saindo mais cedo,
Fazendo alarde,
Chorando de medo,
Dando meus foras.
Reclamo do que tenho,
Desejo o que não tive,
Murmuro meus lamentos,
Nos lugares n'onde estive.
E caminho feito louco,
à procura da morte,
à procura d'um norte,
à procura da paz.
E vou morrendo aos poucos,
Sentindo minhas dores:
O meu cigarro, a saudade
e meus amores.
5 comentários:
Lindo, mto bom D: Eu sei o que vc sente.
Fe
Meu filho os seus sentimentos sao tao intensos q cada vez q leio uma poesia sua eu choro...Tbm vivo isso...
Muito profundo, parabéns, adorei.
intenso.profundo.adorei.
(passei um tempo presa nas garras da correria com o tcc, mas voltei para o mundo livre do blog e da poesia. :D)
;*
Olá, poeta. Gostei muite de te encontrar aqui, sou da Amazônia (Belem do Pará) terra de muita gente talentosa e desconhecida.A partir de hoje, não somente irei seguir tua pagina, como a divulgarei para pessoas de bom gosto que vc poderá gostar.
Um forte abraço!
Eduardo Bueres
edubueres@gmail.com
Blog MILITANCIAVIVA
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