E se disser que talvez seja
Algo assim, que se deseja.
Ou, quem sabe, nunca esteja.
Apenas sinta, ouça e veja.
Outros tantos sairão.
Uns a tôa, uns em vão.
E quem sabe arguirão
Em busca do sim,
Ao encontro do não.
Poucas bocas loucas
Num sonar sombrio
Acendem acessa e a chama queima
Apagam a marca à tapa, a chama acaba
Tristes trastes contrastantes travos
Largue a vida, viva e morra
Antes ame alguém que clame
A carne, a chaga, a centelha,
Uma cela com'ma telha.
Não hesites do que sintas,
Não temeis a falha incerta.
Certamente entreaberta
A verdeda esteja pra que mintas.
Se partires não treslouque,
Siga em frente a sua ida,
Não retornes caso alguma
Falta haja na guarida.
Louco teimo, eu insano
A versar-te estes versos
Sou tampouco muito humano
Sofro quieto meus excessos.
Saca a folha desse livro
Rasga e vira a sua página
lento,
lerdo,
lenço,
livre,
louvo,
lavo,
lindo,
choro.
E tenho o dito!
Um comentário:
lindas palavras...de verdade.adorei!
isso aqui eh tao verdade. daquelas que doi:
sofro quieto meus excessos.
;*
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