terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O silêncio das coisas

As coisas do silêncio
Que nascem e que morrem
QUe viram e que crescem
Desfazem-se em sonhos,
e em dias padecem.

O silêncio da morte
Que nasce do medo
O silêncio da sorte
Que começa no beijo

O silêncio do choro,
Que escorre na lágrima
O silêncio da música
Que vira uma página.

A luz da aurora
Que nasce da noite,
E o quente do sol
Que morre na tarde

No silêncio da alma
No nó em meu peito
Minha vida declara
Em silêncio o seu jeito

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