"Eu tô trancando meio morto, meio vivo num lugar que não é meu
Feito um maluco esperando o paraíso que Deus prometeu.
As vezes chove, as vezes racho o crânio com o calor que faz aqui,
E o mais estranho é sendo o mundo tão grande, eu não ter pr'onde ir"
Daniel Gonzaga - Poeira
Tem dias que são tão frios quanto a noite
Que me cubro de esperanças tolas
E apago a luz da minha realidade pobre.
Existem horas que são tão longas quanto o ano,
Que me perco em seus dias, que são segundos,
E que, segundo a lógica irracional da vida, vão embora.
E cada segundo desse, que perco me escondendo de quem eu sou,
É um segundo que não acho num futuro perto que está por vir,
E por esperar tanto esse futuro que não chega
Sigo vivendo, meio morto, meio triste, meio vazio
No espaço que o hoje me consente.
3 comentários:
"E por esperar tanto esse futuro que não chega
Sigo vivendo, meio morto, meio triste, meio vazio
No espaço que o hoje me consente"
talvez não devessemos esperar tanto.
na ânsia por esse futuro pode deixar que passe seu presente, e ficar assim "meio morto"!
Lindo o texto Fe!
Espero que venham outros, mas em outras circuntâncias.
=)
Você me Encanta !!!
Tudo é pouco, para alguém com a alma do tamanho da sua!
É bom lhe ver produzindo, novamente.
Abraço saudoso!
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