O moleque cresceu no meio dos bambas,
nas rodas de samba,
nos terrero de umbanda,
numa lida profana,
que a morte engana.
Era temido e amado,
Do povo, e além deles.
Querido, e chutado.
O corpo fechado
Ficou respeitado.
E dos santos sagrados
Virou o guardado.
Porém, por ser má
A vida, engana.
E por causa da fama,
Ousou blasfemar.
Dos santos cativo,
O moleque atrevido
Não quis se abaixar.
Ergueu a cabeça,
Batendo no peito.
O moleque sem jeito,
Pensou que era rei.
Porém rei ele n'era.
Pois rei só é santo.
E o santo na fera,
Judia o infanto.
Moleque gritando.
Os santo grampeia.
Os berro, no'entanto,
de nada os arreia.
Moleque fugindo.
Subiu a escada.
Berrou lá de cima.
Mas não era nada.
Por fim não se sabe
O fim que se deu.
Se o pobre moleque
Morreu pela fera.
Ou se ficou pela terra,
Pensando que é deus.
Um comentário:
haha!
Adorei!
Uma releitura da música "Tiro de Misericórdia", de Aldir Blanc.
Parabéns!
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