domingo, 28 de setembro de 2008

Vida Moleque...

O moleque cresceu no meio dos bambas,
nas rodas de samba,
nos terrero de umbanda,
numa lida profana,
que a morte engana.

Era temido e amado,
Do povo, e além deles.
Querido, e chutado.

O corpo fechado
Ficou respeitado.
E dos santos sagrados
Virou o guardado.

Porém, por ser má
A vida, engana.
E por causa da fama,
Ousou blasfemar.

Dos santos cativo,
O moleque atrevido
Não quis se abaixar.

Ergueu a cabeça,
Batendo no peito.
O moleque sem jeito,
Pensou que era rei.

Porém rei ele n'era.
Pois rei só é santo.
E o santo na fera,
Judia o infanto.

Moleque gritando.
Os santo grampeia.
Os berro, no'entanto,
de nada os arreia.

Moleque fugindo.
Subiu a escada.
Berrou lá de cima.
Mas não era nada.

Por fim não se sabe
O fim que se deu.

Se o pobre moleque
Morreu pela fera.
Ou se ficou pela terra,
Pensando que é deus.

Um comentário:

Lina. disse...

haha!
Adorei!

Uma releitura da música "Tiro de Misericórdia", de Aldir Blanc.

Parabéns!